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Psicoterapia: O Que É, Como Funciona, e Quais os Seus Benefícios

“Estou sempre cansada”; “estou tão ansioso”; “não gosto de mim na maior parte dos dias”; “tenho medo que descubram que sou uma fraude”; “deixei de sentir prazer”; “sinto que vou falhar a qualquer momento”; “sinto-me sempre a mais na vida dos outros”. 

Já todos tivemos este tipo de pensamentos, que às vezes surgem sem muito controlo na nossa mente.

Talvez já tenha havido alturas das nossas vidas em que estes pensamentos soaram demasiado alto ou ocuparam demasiado espaço, e afectaram a forma como nos sentíamos. Pode ser difícil, nestas situações, saber como  recorrer a ajuda especializada, e a que tipo de ajuda: Psiquiatria? Psicologia? Psicoterapia? Haverá grande diferença? Qual a que mais se adequa àquilo de que preciso? Será mesmo necessário?

Por serem perguntas comuns, e que surgem em momentos-chave da nossa vida, em que a intervenção correcta pode fazer toda a diferença,  torna-se essencial falar sobre psicoterapia. 

 

Afinal, o que é a psicoterapia e para que serve?

A psicoterapia, muitas vezes abreviada como “terapia”, é uma intervenção terapêutica cientificamente validada que utiliza meios de tratamento de cariz psicológico, ou seja, sem recurso a intervenções bioquímicas, para aliviar o sofrimento emocional e intervir sobre os problemas de saúde mental / doença mental (1). 

De facto, a psicoterapia pode ser útil mesmo às pessoas sem sofrimento psicológico franco ou com limitações do funcionamento, assumindo-se como uma intervenção de promoção da saúde mental, que permite:

  • Explorar e desenvolver competências pessoais e interpessoais;
  • Aumentar a nossa consciência relativamente ao nosso funcionamento (actual e passado);
  • Construir a capacidade de nos descentrarmos do nosso próprio pensamento;
  • Ganhar liberdade relativamente a escolhas futuras.

Neste sentido, as pessoas que não têm propriamente um problema de saúde mental também podem beneficiar da psicoterapia.

Adicionalmente, a psicoterapia também procura ajudar-nos a:

  • identificar a causa das perturbações psicológicas
  • reconhecer os nossos padrões de comportamento menos adaptativos
  • aumentar o nosso leque de estratégias de coping (estratégias de enfrentamento) para eventos de vida significativos; 
  • minimizar os efeitos dos eventos de vida adversos (e.g. traumas, perdas, morte, mudanças de vida); 
  • aumentar a capacidade de adaptação a uma condição de doença física
  • gerir o mal-estar ou stress resultante do trabalho; 
  • termos uma vida mais saudável e com maior bem-estar psicológico (1, 2, 3).

Por fim, a psicoterapia é capaz de responder a problemáticas cognitivas, emocionais, relacionais e comportamentais e é eficaz no tratamento da doença mental, ou seja, no alívio dos sintomas de determinada condição clínica:

  • Perturbações de ansiedade;
  • Perturbações de humor, como depressão ou perturbação afectiva bipolar;
  • Reacções ao stress e perturbação pós-stress traumático;
  • Perturbação de hiperactividade e défice de atenção (PHDA);
  • Perturbações do espectro do autismo;
  • Perturbações da personalidade;
  • Perturbação obsessivo-compulsiva;
  • Perturbações do comportamento alimentar, como anorexia ou bulimia
  • Perturbações do neurodesenvolvimento;
  • Perturbações do uso de substâncias (uso de álcool, drogas)

 

Quais as diferenças entre a Psicologia e Psicoterapia, ou entre ser psicólogo e psicoterapeuta?

As diferenças centram-se em dois principais domínios: na formação dos profissionais e no carácter da intervenção.

A formação em Psicologia exige uma licenciatura em ciências psicológicas e um Mestrado em Psicologia, que poderá ser numa das vertentes da Psicologia (Clínica, da Saúde, Educacional, Social ou das Organizações).

Por sua vez, a psicoterapia é considerada uma especialização dos profissionais de saúde mental (psicólogos ou médicos psiquiatras) que tenham feito formação numa das 24 associações ou sociedades científicas protocoladas com a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) (https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/especialidades/sociedades_associacoes_psicoterapia).

Isto faz com que haja algumas diferenças quanto à intervenção da psicologia clínica ou da psicoterapia

Psicologia clínica

  • É normalmente um acompanhamento de curta-duração;
  • Promove o apoio psicológico, focado na resolução de problemas específicos (e.g. questões relacionadas com a adaptação a uma doença física, dor, situação de crise);
  • A intervenção é focada, sobretudo, na promoção da saúde e prevenção da doença.

Psicoterapia

  • É normalmente um acompanhamento de longa-duração;
  • Tipo de intervenção de carácter mais exploratória, reflexiva e interpretativa dos conteúdos psicológicos e emocionais;
  • A intervenção é focada, sobretudo, no tratamento das perturbações psicológicas e no crescimento e mudança pessoal. 

  

O que posso esperar das sessões de psicoterapia?

Embora haja princípios comuns às psicoterapias, há características que podem variar, nomeadamente:

  • A modalidade, uma vez que podem ser sessões individuais, em grupo, em casal ou em família;
  • A duração do processo psicoterapêutico é muito variável, dependendo da problemática a trabalhar, dos objectivos estabelecidos e do modelo teórico. Há processos muito breves, de seis a dez sessões, normalmente quando estamos focados na resolução de um problema específico (e.g. fobia). Outros processos são mais longos, podendo durar anos. A decisão de continuar ou interromper, idealmente, deverá ser conjunta (pessoa-terapeuta), por ser um momento crucial do processo psicoterapêutico. A negociação do fim da terapia, por ambas as partes (seja por estarem consolidados os objetivos e ganhos terapêuticos, seja por necessidade de outro tipo de intervenção), pode ajudar a preservar o bem-estar pessoal e estimular a continuidade de crescimento individual mesmo após a terapia. 

Na maioria dos casos, a frequência das sessões é semanal ou quinzenal, e a duração é de cerca de 45 a 50 minutos.

As primeiras sessões servem principalmente para partilhar conhecimento sobre a história da pessoa,  identificar sintomas e preocupações/problemas mais presentes, e definir as  motivações para o início do processo terapêutico, através de objectivos terapêuticos a alcançar. Habitualmente, nesta fase, são também esclarecidas algumas questões como a confidencialidade, o valor e frequência das sessões e a gestão dos cancelamentos e remarcações.

O processo terapêutico envolve sempre dois lados, numa relação de co-responsabilidade, ou seja, que permite à pessoa participar de uma forma  activa no próprio tratamento, o que se reflecte nos resultados obtidos.

Depois de algumas sessões, há uma compreensão global e mais profunda das dificuldades mais significativas e, ao longo das mesmas, há um processo de aprendizagem de novas ferramentas que nos ajudam a enfrentar essas mesmas dificuldades.

Além disso, ao longo do acompanhamento, a pessoa e o terapeuta avaliam os progressos da psicoterapia e determinam, em conjunto, a continuidade do acompanhamento. 

 

Mas as psicoterapias são todas iguais?

Dentro da psicoterapia existem muitos modelos e abordagens. No entanto, a maioria enquadra-se em cinco grandes modelos teóricos: 

Abordagem psicodinâmica

Este modelo surgiu no início do século passado, tendo origem na psicanálise.  

A teoria psicodinâmica explica a personalidade em termos de processos psicológicos inconscientes (por exemplo, desejos e medos dos quais não temos plena consciência). É uma abordagem que considera que os problemas de saúde mental estão sobretudo enraizados em processos inconscientes que influenciam as nossas emoções e comportamentos.

Compreende três grandes pressupostos: 

  • A ideia de que os processos psicológicos (percepção, sensação, atenção, pensamento e linguagem, motivação, emoção, memória, aprendizagem e tomada de decisão) ocorrem de forma inconsciente;
  • Os eventos, aprendizagens, hábitos e relações aprendidos a partir das experiências relacionais precoces (infância e adolescência) desempenham um papel determinante na formação da nossa personalidade enquanto adultos;
  • Qualquer pensamento, reacção emocional ou comportamento têm uma causa (provavelmente inconsciente).

Assim sendo, um dos principais objetivos deste tipo de abordagem é elucidar sobre padrões de funcionamento adquiridos ao longo da vida, pensamentos e emoções, não só como forma de tratar os sintomas/queixas, como também, para permitir que a pessoa seja mais capaz de se compreender a si mesma. São, por isso, intervenções mais longas.

Abordagem cognitivo-comportamental

Os modelos cognitivo-comportamentais centram-se nos aspectos da manutenção dos sintomas, em vez da origem dos mesmos, ou seja, focam-se nas crenças que temos sobre nós próprios, os outros e o mundo. 

Esta abordagem baseia-se na premissa de que os nossos pensamentos influenciam as nossas emoções e comportamentos e que, estes pensamentos e crenças (maioritariamente de carácter negativo) nos fazem agir de acordo com os mesmos e, por isso, contribuem para o sofrimento emocional. 

As terapias cognitivo-comportamentais (TCC) ensinam:

  • a desafiar e modificar padrões de pensamentos negativos e a explorar pensamentos alternativos a esses, através de estratégias concretas, de modo a desenvolver padrões de pensamento mais realistas; 
  • a alterar comportamentos, através da realização de tarefas  (e.g. exercícios de exposição, treino de competências sociais, técnicas de relaxamento) que promovem mudanças positivas e um repertório de estratégias de coping mais alargado.

São normalmente intervenções mais breves e dirigidas, embora dependam sempre da situação. 

A partir das terapias Cognitivo-Comportamentais (TCC) desenvolveram-se outras abordagens psicoterapêuticas, apelidadas de Terapias de Terceira Geração, que incorporam novas técnicas e domínios na intervenção psicoterapêutica: baseadas na atenção plena e aceitação (mindfulness) (5, 6). 

Abordagens humanistas-existenciais

Estas abordagens são essencialmente centradas na pessoa (e menos focadas em questões particulares) e têm como finalidade promover o crescimento pessoal (auto-conhecimento, auto-realização) e a exploração das questões fundamentais da vida, como a liberdade, a responsabilidade, a procura do sentido da vida e a aceitação da inevitabilidade da morte (4).

São terapias que nos encorajam a tornarmo-nos a melhor versão de nós mesmos: mais conscientes dos nossos valores, crenças e aspirações pessoais, como forma de alcançarmos o nosso propósito de vida.

Abordagem sistémica

Centrada no funcionamento da família e do contexto social como um todo, considera que as problemáticas individuais e familiares devem ser trabalhadas no contexto das dinâmicas familiares. Nesta abordagem, tenta-se  compreender como os membros da família interagem entre si e como essas interações impactam a dinâmica familiar (4). Este modelo psicoterapêutico pode ter diferentes objectivos, como:

  • a resolução dos conflitos familiares
  • a melhoria da comunicação interpessoal
  • identificação de papéis e funções de cada elemento dentro da família, 
  • promoção da coesão familiar e social
  • melhoria do suporte emocional entre os membros da família
  • criação de estratégias para lidar com situações específicas.

Mais recentemente surgiu o modelo psicoterapêutico integrativo.

Abordagem integrativa

A psicoterapia integrativa é uma abordagem terapêutica que combina modelos e métodos específicos de diferentes orientações teóricas. Em função da diversidade e complexidade das necessidades de quem procura ajuda, este modelo considera insuficiente que uma abordagem única tenha a resposta para a resolução dos problemas trazidos para a psicoterapia. 

Partindo desta ideia, o modelo integrativo procura combinar o melhor das diferentes abordagens acima descritas (7):

  • intervenção emocional-experiencial: pela exploração detalhada da experiência emocional através de estratégias experienciais (por exemplo, dramatizações, roleplay); 
  • intervenção cognitiva, com objetivo de identificar, desafiar e reformular esquemas/padrões de pensamentos não adaptativos ou negativos; 
  • intervenção relacional, com objectivo de identificar padrões relacionais e ensaiar novos modos de funcionamento relacional mais adaptativos.

Actualmente, é reconhecida a validade e eficácia dos diferentes modelos psicoterapêuticos embora as diferenças entre as intervenções ou modelos não sejam substantivas. 

No entanto, o que parece ser um factor realmente determinante para a eficácia de determinada abordagem é o próprio terapeuta e a relação estabelecida (relação terapêutica) com a pessoa em terapia. Os chamados “factores inespecíficosrelacionados com as características do terapeuta e com a qualidade da relação terapêutica, como a empatia, capacidade de envolvimento na relação, bem como as características da pessoa que procura ajuda (motivação para a terapia, o estilo cognitivo e/ou relacional) parecem explicar cerca de 70% da eficácia da psicoterapia, por comparação ao modelo teórico. (8).

 

Quais as características de um “bom psicoterapeuta”?

Todos os tipos de psicoterapia envolvem a criação de uma relação e conexão entre pessoa e terapeuta (algo que nem sempre acontece numa primeira experiência psicoterapêutica). 

De forma a facilitar este vínculo, a investigação mostra que importa que o terapeuta seja alguém capaz de:

  • ser suficientemente empático
  • aceitar incondicionalmente e sem julgamentos o outro
  • ser flexível
  • respeitar o ritmo e limites da pessoa. 

Além disso, devemos esperar dos “bons terapeutas” a capacidade de serem claros relativamente ao processo psicoterapêutico e comunicar, de forma honesta, o que se pode esperar do mesmo (9). Por outro lado, é importante que saibam ser desafiantes quando é necessário, que ajudem a reajustar objectivos e expectativas, e que se questionem, eles próprios, sobre o trabalho clínico, tentando perceber se a intervenção está a funcionar (10). Essa avaliação dos resultados do trabalho terapêutico deve, claro, ter em conta a opinião da pessoa. A subsequente reconstrução da intervenção deve ser guiada pelo terapeuta, mas partilhada pelos dois elementos da relação.

 

Como é que a psicoterapia afecta o nosso funcionamento cerebral?

A psicoterapia pode afetar o cérebro de várias maneiras e com o desenvolvimento dos meios de neuroimagem, tem  sido possível demonstrar essas alterações nas estruturas cerebrais e na actividade cerebral, nomeadamente:

  • Alterações do padrão de actividade cerebral: por exemplo, a utilização da TCC na depressão parece ajudar a reduzir a actividade nas áreas do cérebro associadas à resposta ao stress e ao processamento emocional, como o córtex cingulado anterior e o córtex pré-frontal (11).
  • Plasticidade Cerebral: ou seja, a capacidade do cérebro se adaptar e mudar. A aprendizagem de novas estratégias cognitivas e comportamentais permite a reestruturação de conexões neurais e a formação de novos caminhos no cérebro (11, 12). 
  • Regulação Emocional: sendo possível objectivar mudanças na atividade cerebral das áreas envolvidas no processamento emocional, como a amígdala (13).
  • Mudanças na percepção e processamento de informação: a psicoterapia parece igualmente influenciar a maneira como nós percebemos e interpretamos os eventos e como tomamos decisões face a essa realidade, através do aumento da actividade do córtex pré-frontal (envolvido nas funções executivas, tomada de decisões e regulação emocional); e do volume do hipocampo (estrutura cerebral associada à memória e à regulação do stress) (14, 15).
  • Redução do stress e activação do sistema de recompensa: ao influenciar os circuitos de recompensa no cérebro, contribuindo para melhorar o humor e a motivação (16, 17, 18).

 

Isso significa que a psicoterapia é realmente eficaz?

A eficácia da psicoterapia tem sido amplamente estudada e é apoiada por  evidência científica de qualidade, fazendo actualmente parte das guidelines de tratamento de quase todas as doenças mentais e sendo reconhecida a eficácia das diferentes abordagens psicoterapêuticas (19), como as cognitivocomportamentais, psicodinâmicas e humanistas. Numerosas meta-análises (que integram mais do que 269 estudos meta-analíticos) demonstraram que, por exemplo, as terapias cognitivo-comportamentais são particularmente eficazes nas perturbações de ansiedade, perturbações do comportamento alimentar e perturbações de sintoma somático (20). No tratamento da depressão ligeira e moderada, noutra meta-análise (que inclui dados de mais de 50.000 participantes) (21), a TCC parece ter eficácia semelhante (22), ou mesmo superior (23) à terapêutica farmacológica com antidepressivos, embora a taxa de desistência seja também superior (24), sendo o mesmo é válido para a psicoterapia psicodinâmica breve (27). Na depressão grave, o uso combinado da psicoterapia (e.g. TCC) e da medicação é o mais eficaz no tratamento da depressão a longo prazo (21, 22). São intervenções que funcionam a níveis diferentes de forma complementar.

A Cochrane Database of Systematic Reviews, entidade independente dedicada à realização de meta-análises que resumem a melhor evidência científica, considerou que as psicoterapias breves de orientação psicodinâmica originam permitem uma melhoria sustentada dos sintomas de ansiedade, depressão e sintomas somáticos, melhorando também o funcionamento social (26).

Em suma, a psicoterapia pode ser eficaz no tratamento de uma variedade de perturbações psicológicas, variando em função da problemática e de outros “factores inespecíficos”, como vimos.

 

Concluindo…

A formação em psicoterapia, num modelo psicoterapêutico específico, é essencial a um bom terapeuta. É a associação entre conhecimentos teóricos sólidos e a capacidade de estabelecer uma boa relação terapêutica que permite a implementação e sucesso da intervenção. Apesar de ser reconhecido que o sucesso do tratamento pode variar de pessoa para pessoa, e de situação para situação, os estudos apontam para a eficácia global da psicoterapia, quer no tratamento da doença mental, quer no desenvolvimento de competências pessoais e, por consequência, no aumento do bem-estar individual. 

Por isso, é fundamental reconhecer as nossas dificuldades e preocupações e, eventualmente, procurar ajuda junto de um profissional de saúde mental. Determinar a abordagem adequada às nossas necessidades e, sobretudo, estabelecer uma relação de proximidade e empatia com o nosso terapeuta é condição óptima para fazermos um processo psicoterapêutico com benefícios que nos permita melhorar e ir de encontro a uma vida mais satisfatória e alinhada com os nossos valores 

 

Referências bibliográficas:

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  2. The Aims of Psychotherapy: The primary aim of psychotherapy is treating mental disorder. Psychology Today. 2021. Disponivel em: https://www.psychologytoday.com/us/blog/freud-fluoxetine/202107/the-aims-psychotherapy
  3. Ordem dos Psicólogos Portugueses. Psicoterapias.  [Internet]. Ordem dos Psicólogos Portugueses, 2023. Disponível em: https://www.ordemdospsicologos.pt/ficheiros/documentos/opp_perguntaserespostassobre_psicoterapia_v2.pdf
  4. Leal Isabel. Psicoterapias. Portugal: Pactor; 2018.
  5. Gomes M, Fernandes N. “Terapias de Terceira Geração nas Perturbações Psicóticas.” Revista Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental 8.2. 2022: 58-65.
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  10. Ackerman SJ, Hilsenroth MJ. A review of therapist characteristics and techniques positively impacting the therapeutic alliance. Clin Psychol Rev. 2003 Feb;23(1):1-33.
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